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Mais Portugal Turismo

Nosso intuito é divulgar Portugal de forma a torná-lo ainda mais conhecido por nossa gente, e internacionalmente através da sua história, arquitetura, gastronomia, belezas naturais e manifestações culturais.

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Sifão do Canal do Alviela

22.04.18 | TZLX

O Sifão do Canal do Alviela ou Arco do Canal do Alviela (também chamado Sifão ou Arco do Canal do Tejo), em Sacavém, é uma estrutura de engenharia civil notável pela sua arquitectura, integrado no quadro do Aqueduto do Alviela, e destinado a abastecer, com as águas do Rio Alviela, a cidade de Lisboa e os concelhos limítrofes.

O sifão enquadrado junto à ponte sobre o Rio Tra

O sifão enquadrado junto à ponte sobre o Rio Tra

O sifão enquadrado junto à ponte sobre o Rio Tra

A actual ponte sobre o Trancão (em baixo, à esqu

 

Água da Louriceira deu de beber à capital

22.04.18 | TZLX

Nascente do Alviela abasteceu Lisboa através de um aqueduto com 120 quilómetros

 

Aqueduto de agua para Lisboa.JPG

 

Quando a população de Lisboa começou a sentir mais necessidades de abastecimento de água, por volta do século XIX, foi a nascente do Alviela, na freguesia da Louriceira, Alcanena, que saciou a sede aos alfacinhas. A construção de um aqueduto com cerca de 120 quilómetros demorou quase dez anos para levar o precioso líquido à capital. Com início de construção a 23 de Dezembro de 1871 a construção do aqueduto iria estender-se ao longo de uma década. A água foi captada à cota de 64 metros. A partir dali foram criados mais de 75 quilómetros de trincheiras, 17,5 quilómetros de túneis, 16 quilómetros de sifões, 3,5 quilómetros de arcadas e cerca de 120 quilómetros de extensão do aqueduto.Um canal construído em alvenaria, com 60 centímetros de raio interior e uma altura máxima de 1,80 metros, além de 1,6 metros de largura. A água correria a 1,4 metros de altura até Lisboa, onde o reservatório de chegada tinha uma capacidade de armazenamento de 12 mil metros cúbicos.No trajecto entre a Louriceira e a capital, o aqueduto passa por inúmeras localidades, seguindo a margem do rio até Pernes em direcção a Alcanhões, Perofilho e Ponte de Asseca, até ao ponto comum que reúne águas de Alcoentre, Rio Maior e Alcanede. Ota, Alenquer, norte de Vila Franca de Xira e Sacavém completam o percurso até à capital.Uma obra gigantesca à época e com custos dificilmente traduzíveis para a actualidade. Mas sabe-se que a construção implicou um custo total de 3.189 contos de réis, distribuídos por três fases. As instalações na capital (reservatório, máquinas elevatórias, edifício) custaram 189 contos, face aos 1.226 contos gastos na construção do aqueduto entre Lisboa e a Ota. Dali até ao Alviela, onde se fazia a captação de água na origem, os trabalhos envolveram 1.774 contos. À razão de 26 contos por quilómetro.Em dez anos de obras nos quais, durante os testes realizados ao canal, rebentaram 12 sifões e três canalizações, a freguesia da Louriceira conheceu um grande desenvolvimento em virtude da presença em massa de trabalhadores necessários à construção de tão gigantesca obra. Um panorama que contribuiu para o seu crescimento comercial. Os vários aquedutos da freguesia permanecem como um valioso património arquitectónico e de importância arqueológica industrial. A Arcada do Vale, do aqueduto do Alviela na Louriceira, junto ao limite com a freguesia de Vaqueiros, é um bom exemplo da beleza e imponência da obra. A inauguração oficial do aqueduto decorreu a 3 de Outubro de 1880, com a presença do rei D. Luís e altas individualidades do país e da Companhia das Águas. Festa marcada pelo lançamento foguetes e salvas de morteiros. Brindando-se com água, obviamente, ao funcionamento da nova infra-estrutura.

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A nascente rio alviela olhos de agua. Foto de Zulmira Relvas