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Mais Portugal Turismo

Nosso intuito é divulgar Portugal de forma a torná-lo ainda mais conhecido por nossa gente, e internacionalmente através da sua história, arquitetura, gastronomia, belezas naturais e manifestações culturais.

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Nosso intuito é divulgar Portugal de forma a torná-lo ainda mais conhecido por nossa gente, e internacionalmente através da sua história, arquitetura, gastronomia, belezas naturais e manifestações culturais.

Cromeleque dos Almendres

17.04.21 | TZLX

O Cromeleque dos Almendres localiza-se na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Évora, Distrito de Évora, em Portugal.
Constitui-se num círculo de pedras pré-histórico (cromeleque) com 95 monólitos de pedra. É o monumento megalítico do seu tipo mais importante da península Ibérica, e um dos mais importantes da Europa, não apenas pelas suas dimensões, como também pelo seu estado de conservação. Junto com o menir dos Almendres, localizado nas proximidades, o conjunto é classificado pelo IGESPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1974, mas há uma proposta para elevá-lo a Monumento Nacional.
O cromeleque localiza-se próximo ao topo de uma encosta suave, voltada a leste, num monte de 413 metros de altura, a cerca de 12 km a oeste da moderna cidade de Évora. O conjunto foi descoberto em 1964 pelo investigador Henrique Leonor Pina, durante os trabalhos de mapeamento para a Carta Geológica de Portugal. Naquela altura foi realizada a limpeza da vegetação que ocupava o sítio e foram descobertos algumas peças de cerâmica e um machado de pedra polida.
Nas últimas décadas foram realizadas várias campanhas arqueológicas no local, organizadas por Mário Varela Gomes. Grande parte dos monólitos, que se encontravam caídos, foram recolocados em suas posições originais durante os trabalhos.
O cromeleque se encontra numa propriedade privada, mas a zona do monumento foi cedida à Câmara Municipal de Évora para uso público

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Templo Romano de Évora [de Diana] – Évora, Alentejo (Portugal).

17.04.21 | TZLX

O denominado Templo de Diana é um santuário que não terá sido dedicado à deusa romana da caça mas, provavelmente, ao culto do imperador. Datado do século I ou II d. C., este templo romano de Évora é o maior exemplo da arte religiosa romana em Portugal, revelando grande equilíbrio e harmonia de linhas clássicas, próprias da arte greco-romana, apesar das destruições e depredações de que foi alvo ao longo de séculos. Ex-libris da capital do Alto Alentejo, o denominado Templo de Diana domina, na sua altiva cota de 302 metros, a malha urbana de Évora.
Semidestruído pela invasão visigótica do século V d. C., a sua consagração original foi apagada da memória dos eborenses. Somente nos finais do século XVII é que o jesuíta Manuel Fialho, no seu livro "Évora Ilustrada", arriscou batizar o santuário com o epíteto de Diana, dado que perfilhava a opinião anacrónica de que a fundação do templo se deve ao chefe dos Lusitanos, Sertório, um devoto da deusa romana da caça e que seria assassinado pelos romanos no ano de 72 a. C.
Ora, cronologicamente, este templo apresenta características estilísticas que o filiam na época dos Flávios, o que o remete para uma data mais avançada, ou seja, entre os séculos I e II d. C. Com efeito, estudos arqueológicos mais recentes admitem a hipótese de ele ter sido dedicado a Júpiter ou ao culto do imperador, inscrevendo-se num culto oficial do município e tendo um lugar de destaque no contexto do Fórum citadino.
Ao longo da Idade Média, o templo integrou o sistema de defesa da cidade, sendo convertido em torreão e desempenhando um estratégico papel na Revolução de 1383-1385, a favor do mestre de Avis, e que Fernão Lopes tão bem descreveu na sua Crónica de D. João I. Posteriormente, foi reconvertido para servir de matadouro municipal, servindo esse desiderato durante alguns séculos.
Felizmente, este templo romano, preciosidade única do seu género no nosso país, seria restituído à sua dignidade e pureza originais, aquando de uma campanha de restauro em 1870, conduzida pelo arquiteto italiano Cinatti.
Apesar das destruições sofridas ao longo dos séculos, o templo preserva a planta original, desenhando um retângulo de 25 metros de comprimento por 15 metros de largura. Assente sobre um embasamento com cerca de 3,5 metros de altura, o pavimento seria revestido por mosaicos, que desapareceram na sua totalidade. O monumento encontra-se ainda diminuído da sua cela e da sua escultura divina, do seu pórtico, de várias colunas, para além dos elementos ornamentais do friso, da arquitrave e da cobertura.
Do templo hexastilo-perípetro - ou seja, formado por quatro lados que apresentavam agrupamentos de seis colunas - subsistem apenas 14 fustes canelados das graníticas colunas, 12 capitéis da ordem coríntia (com as suas características folhas de acanto) e as bases das colunas (umas como outras esculpidas no branco mármore das pedreiras de Estremoz).
O templo de Évora filia-se no grupo monumental existente na Estremadura espanhola, em Mérida, antiga capital da circunscrição administrativa da Lusitânia. Apesar da sua menor planimetria, no templo eborense subsiste uma harmonia maior de linhas e perfis, conferindo-lhe uma mais equilibrada e graciosa beleza clássica. Estilisticamente poderá ainda integrar-se no núcleo de outros santuários similares existentes em França - nomeadamente na Maison Carrée, de Nîmes, ou no templo de Augusto e Lívia, em Vienne-sur-le-Rhône.

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Guimarães

17.04.21 | TZLX

Situada no distrito de Braga, a pitoresca cidade de Guimarães é um dos mais importantes destinos históricos do país. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, escolheu esta antiga cidade romana como capital do Reino de Portugal após a sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Conhecida como “Berço da Nação”, Guimarães é um local fascinante para visitar, com o seu orgulhoso castelo e bem preservado bairro medieval. A cidade foi classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2001.
Esta encantadora cidade histórica é um labirinto de vielas sinuosas ladeadas por casas antigas decoradas com estatuária que conduzem à bela praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal. A melhor altura para apreciar o ambiente medieval de Guimarães é a primeira semana de Agosto, durante a qual se celebram anualmente as Festas Gualterianas (realizadas desde 1452), com um importante mercado de artesanato de estilo medieval, feira de artes e animado desfile de trajos antigos.
Guimarães irá ser a Capital Europeia da Cultura em 2012, celebrando o evento com uma grande variedade de espectáculos, eventos e exposições.

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Locais a Visitar

Castelo de Guimarães
A imponente torre de menagem do castelo de Guimarães domina todo o horizonte. Este castelo em forma de escudo foi construído no século X para proteger a cidade dos invasores e ampliado no século XII, passando a ser usado como arsenal e palácio. Segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal nasceu aqui. Os visitantes podem caminhar ao longo das muralhas do castelo e visitar a pequena capela românica de São Miguel. Em 1910, o castelo foi classificado como monumento nacional.

Paço Ducal
O Palácio Ducal exibe invulgares influências arquitectónicas do Norte da Europa. Construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança, este impressionante edifício acabou por ser abandonado e cair em ruína, tendo sido restaurado durante a ditadura de Salazar. O museu e as salas principais abrigam belas peças de mobiliário renascentistas, soberbas tapeçarias flamengas e tapetes persas. O Palácio está classificado como monumento nacional e é hoje usado como residência oficial do Presidente da República.

Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira
A igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira foi fundada por D. Afonso Henriques e restaurada no reinado de D. João I para comemorar a sua vitória na Batalha de Aljubarrota, em 1385. Famosa pela torre em ornamentado estilo Manuelino, a igreja é também conhecida por uma curiosa lenda local segundo a qual teria sido plantada à sua frente uma oliveira para fornecer de azeite as lâmpadas de altar. Contudo, a árvore acabou por secar e morrer. Mais tarde, um comerciante colocou uma cruz no local e a oliveira regressou milagrosamente à vida! Infelizmente, a oliveira actualmente situada no local não é a original.

Museu de Alberto Sampaio
O Museu de Alberto Sampaio preserva uma das mais valiosas colecções de arte sacra, azulejos, prataria e escultura do país. São de particular interesse a túnica em cota de malha supostamente usada pelo Rei D. João I na Batalha de Aljubarrota e um tríptico em prata representando a Visitação, a Anunciação e o Nascimento de Cristo.

Teleférico da Penha
O Monte da Penha oferece aos visitantes soberbas vistas panorâmicas sobre Guimarães. Para aí chegar, estes poderão tomar o teleférico, que proporciona não só uma cómoda alternativa aos transportes rodoviários como oferece uma bonita vista aérea da cidade.

Ria Formosa

12.04.21 | TZLX

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O Parque Natural da Ria Formosa é uma das mais bonitas riquezas naturais do Algarve, tanto pela variedade dos seus habitats como pela sua singular localização.

Recentemente eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, é uma das três áreas protegidas que definitivamente deve visitar nas suas férias no Algarve. Trata-se de um sistema lagunar único e em permanente mudança, devido ao contínuo movimento de ventos, correntes e marés.

Classificada como Parque Natural desde 1987, tem uma área de cerca de 18 mil hectares, e encontra-se protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas: a península do Ancão (que inclui a incorrectamente chamada Ilha de Faro), a Ilha da Barreta ou Deserta, como é mais conhecida, a Ilha da Culatra (onde se encontra o Farol de Sta Maria), a Ilha da Armona, a Ilha de Tavira, a Ilha de Cabanas e, finalmente, a Península de Cacela. Toda esta área de enorme beleza estende-se ao longo de 60 km da costa sotavento do Algarve pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António desde a península do Ancão até à praia da Manta Rota.

É uma zona húmida de reconhecido valor internacional e um habitat privilegiado para a fauna e flora, fazendo, por isso, parte da Lista de Sítios da Convenção de Ramsar (zonas húmidas de importância internacional). Nesta área protegida podemos encontrar ambientes como ilhas-barreira, sapais, bancos de areia e de vasa, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, áreas agrícolas e matas, ambiente que, desde logo, indicia uma grande diversidade de flora e de fauna.

Um paraíso para os amantes da observação de aves, a Ria Formosa é considerada uma IBA, i.e. uma área importante para as aves, integrando também parte da Rede Natura 2000. Trata-se de umas das áreas mais importantes para as aves aquáticas em Portugal, albergando regularmente mais de 20.000 aves aquáticas durante a época de invernada. Toda a zona é muito importante como zona de passagem para as migrações entre o Norte da Europa e África e abriga espécies raras em Portugal como o Camão ou Galinha-sultana, ave eleita como símbolo do Parque Natural, e outras espécies emblemáticas como os coloridos flamingos.

Neste Parque Natural podemos encontrar outros animais em vias de extinção como é o caso do camaleão que, em Portugal, existe apenas nos pinhais e dunas do litoral Sotavento do Algarve, e do cavalo-marinho que deu origem a uma das maiores comunidades da espécie do mundo. 

A Ria Formosa é também conhecida pelo Cão de Água Português, uma raça algarvia ameaçada de extinção.

De salientar ainda a sua importância económica devido à grande diversidade de peixe, marisco e bivalves, sustentada pela zona de reprodução e alimentação destes animais – um autêntico viveiro natural. É na Ria Formosa que os mariscadores cultivam moluscos bivalves como a amêijoa e a ostra, produzindo-se aqui cerca de 80% do total de exportação do país.

Muito mais há para conhecer nesta área protegida, rica tanto em valores naturais como em valores culturais. Não perca, por isso, a oportunidade de partir à sua descoberta quer seja através de um passeio pedestre, uma visita guiada, um passeio de bicicleta ou através de um passeio de barco, até mesmo de caiaque.

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Palácio Nacional da Ajuda em Lisboa – Maquete

10.04.21 | TZLX

O Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda foi mandado erguer por D. José I (1714-1777) no alto da colina da Ajuda. Este edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos, ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Substituía o sumptuoso Paço da Ribeira que fora destruído no Terramoto que arrasou Lisboa em Novembro de 1755.

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Cortesia : Photography Digital

À descoberta de Sintra

09.04.21 | TZLX

 

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Sintra, a Colina da Lua, é um local repleto de magia e mistério, onde a Natureza e o Homem se uniram numa simbiose tão perfeita que a UNESCO lhe conferiu o estatuto de Património da Humanidade.

Itinerário de um dia

Manhã

Seja qual for o seu plano, uma boa sugestão é sempre começar pelo centro histórico, depois de um revigorante café da manhã para se preparar para um dia inteiro.

Na praça principal, encontra o Vila Palace com as suas duas distintas chaminés em forma de cone, que são marcos úteis para o ajudar a encontrar o caminho de regresso a este local. A partir do final do século XIV, foi uma estância de verão para muitos Reis ao longo da história de Portugal. Cada quarto é decorado de forma diferente e tem sua própria história a ser aprendida; o seu interior surpreende também por se tratar de um verdadeiro museu do azulejo, com exemplares do século XVI, altura em que o azulejo começou a ser utilizado em Portugal.

Depois de um suave passeio pelas ruelas estreitas, passando por lojas que vendem produtos regionais, sugerimos uma visita ao Palácio e Quinta da Regaleira. Este é um palácio do século XIX, embora pareça mais antigo, ostentando uma decoração impressionante carregada de referências maçônicas. Muito perto da entrada da Regaleira, encontra-se Seteais, um palácio do século XVIII, actualmente convertido em hotel. Os jardins merecem uma visita e do seu miradouro avista-se o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe…

Antes de subir a montanha, almoçar em um bom restaurante da cidade, ou fazer um piquenique no Parque dos Castanheiros, área de piquenique no meio da Volta do Duche.

Tarde

Poderá dedicar a tarde a conhecer a montanha e descobrir os recantos de uma paisagem que é Património da Humanidade.

Antes de entrar no santuário botânico do Parque da Pena, passando pelo Chalet Condessa D'Edla e subindo ao Palácio que Richard Strauss chamou de “Castelo do Santo Graal”, o Castelo dos Mouros é imperdível. Construída nos séculos VIII e IX e prolongada após a Reconquista, atesta a presença islâmica na região.

No topo está um dos palácios mais românticos de Portugal, o Palácio da Pena, uma reconstrução sofisticada e revivalista, muito ao gosto romântico do século XIX, que deve a sua existência à paixão e imaginação do rei artista Fernando de Saxe-Coburgo e Gotha , marido da Rainha D. Maria II.

Se não o fez de manhã, no regresso à cidade, não deixe de provar as famosas queijadas e travesseiros (pastelaria de amêndoa), as especialidades perfeitas para um final de tarde num local de sonho.

E também…

Um dia não chega para tudo o que há para ver em Sintra, pelo que o ideal seria ficar mais tempo ou, em alternativa, organizar a sua visita de outra forma, se estiver disponível.

Para além de outros museus interessantes, destacam-se o Parque de Monserrate, com o seu exótico palácio neo-gótico, e o Convento dos Capuchos, construído no século XVI, revestindo pequenos espaços com cortiça, segundo os ditames da pobreza da Ordem de São Francisco de Assis, contrastando com os palácios que você já visitou. A 2km do convento encontra-se a Peninha, um dos pontos mais altos da serra, e a caminho da costa, o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas merece definitivamente uma visita pelo seu importante acervo epigráfico com mais de dois mil anos.

Para quem viaja nos meses de julho e agosto, é uma excelente oportunidade para assistir aos concertos de música clássica e espetáculos de dança do Festival de Sintra, que decorrem nos Palácios de Sintra e Pena e no Centro Cultural Olga de Cadaval.

Se por acaso estiver na estrada Sintra-Lisboa IC19, não deixe de visitar o Palácio Nacional de Queluz, um suntuoso palácio do século XVIII em estilo rocaille. No seu recinto, pode assistir a um espectáculo da Escola Portuguesa de Arte Equestre e apreciar a qualidade dos cavalos Lusitanos, criados em Alter, Alentejo, na antiga Coudelaria Real.

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OLHAR FOTOGRÁFICO

“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim. Porque toda a sua legenda converge para ai e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um enterro presente de verdura.”

"Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada, que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal".

"Nunca presenciei vista que destruísse tão completamente o desejo de viajar. Se eu tivesse nascido em Sintra, julgo que nada haveria que me tentasse a abandonar as suas sombras deliciosas e a atravessar a terrível aridez que as separa do mundo".

"Onde a Natureza e a Arte maravilhosamente se combinam

 

Igreja de São Francisco, Évora, Portugal

07.04.21 | TZLX

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A Igreja de São Francisco em Évora é linda. Antiga. Histórica. Importante. A Igreja de São Francisco em Évora me causou forte impressão quando eu entrei. Por fora, não parece uma igreja, ao contrário disto assemelha-se mais com um pequeno castelo. Por dentro, seus tijolos cinzas e adornos a tornam intensa. Quando visitamos a Igreja de São Francisco em Évora cantos gregorianos ecoavam por todos os seus poros seculares.

Construída entre 1480 e 1510 a Igreja de São Francisco possui estilo gótico. Contudo, é nítida a belíssima influência manuelina em sua estrutura. Constituída por dez suntuosas capelas laterais, onde os azulejos dão o toque final de beleza e identidade portuguesa.

O altar, em formato de caixas empilhadas é magnífico. Impressiona. A nave principal está ricamente decorada. O dramaturgo Gil Vicente, considerado pai do teatro português, está enterrado aqui. Bom, pelo menos é o que dizem por aí.

Em seus tempos mais áureos foi alçada à condição de Capela Real. Estamos então na época do Rei D. Afonso V (1432 – 1481), cuja corte se instalava no convento sempre que visitava a bela cidade de Évora. Contudo, foi com D. Manuel I (1469 – 1521) que a Igreja de São Francisco alcançou a grandiosidade que encontramos hoje.

Durante as guerras napoleônicas no início do século XIX a cidade foi invadida pelas tropas francesas que saqueou a igreja, levando seus tesouros. O assalto dos franceses ao convento foi extremamente violento, causando muitas mortes.

Neste mesmo século XIX, o convento foi demolido. Já então estava caindo aos pedaços por conta da extinção das ordens religiosas. Para nossa imensa sorte, a igreja sobreviveu!

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A Igreja de São Francisco em Évora está localizada na lindinha Praça 1º de Maio.  Está aberta todos os dias exceto 1 de Janeiro; Domingo de Páscoa; 24 de Dezembro à tarde; 25 de Dezembro. No verão (1 de Junho a 30 de Setembro) 9:00 às 18:30 (última entrada); no inverno (1 de Outubro a 31 de Maio) 9:00 às 17:00 (última entrada).

Bilhete único para visitar a Capela dos Ossos, o Núcleo Museológico e a Coleção de Presépios: 4,00 euros para adultos e 3 euros para jovens até 25 anos.  Famílias: 2 adultos mais jovens pagam 10 euros.

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Gare do Oriente [Parque das Nações] - Lisboa (Portugal).

07.04.21 | TZLX

A Gare do Oriente, também conhecida como Gare Intermodal de Lisboa (GIL) ou Estação Ferroviária de Lisboa - Oriente, é uma das estações ferroviárias e rodoviárias mais importantes em Lisboa, em Portugal. Projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, ficou concluída em 1998 para servir a Expo'98, e, posteriormente, o Parque das Nações.
O complexo inclui uma estação do Metropolitano de Lisboa (designada Oriente) no primeiro nível e um espaço comercial e uma estação rodoviária (tanto local como de médio/longo curso) nos dois níveis seguintes, sendo os dois últimos níveis ocupados pela estação ferroviária, servida pela CP com comboios suburbanos e por serviços de médio e longo curso

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Capela dos Ossos (Évora)

07.04.21 | TZLX

Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos. Esta é a macabra mensagem que pode ser encontrada na fantástica Capela dos Ossos, em Évora.

Um dos símbolos de Évora, a Capela dos Ossos encontra-se no interior da Igreja de São Francisco e foi construída no século XVII.

As paredes forradas com ossos e caveiras – estimadas em 5000 – pretendem transmitir a mensagem da transitoriedade da vida. No século XVI, havia 42 cemitérios monásticos na cidade. Ocupavam um espaço muito grande, e pensava-se em um modo de aproveitar essa área para outros fins.

A solução dos franciscanos, criativa e sinistra, foi extrair da terra os ossos e usá-los para erguer e “decorar” uma capela. Calcula-se o uso dos ossos de mais de cinco mil monges, entre crânios, tíbias, vértebras e fémures, dispostos nas paredes, nas colunas e no teto, em macabra arquitectura, desenhando ornamentos. A capela é formada por três naves, com as luzes entrando por três frestas à esquerda.

As paredes e os oito pilares são revestidos de ossos ligados por cimento pardo. As abóbadas são pintadas com motivos alegóricos à morte. Logo na entrada, o visitante encontra os dizeres “NÓS OSSOS QUE AQUI ESTAMOS PELOS VOSSOS ESPERAMOS”. É uma referência a um dos objetivos dos monges com a construção: “sirva de consolação a uns e de notícia à curiosidade doutros”. Evidencia-se, enfim, a transitoriedade da vida.

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Picadeiro Real de Belém [edifício antigo do Museu dos Coches] - Lisboa (Portugal).

07.04.21 | TZLX

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905. D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente-coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal.
O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, à época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais. Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria, utilizados pela Família Real.
Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.
Hoje o Museu reúne uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX, e ao número de exemplares que integra. De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel. Completam a colecção, um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas, de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.
[Fonte: Museu dos Coches, IP]

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