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Nosso intuito é divulgar Portugal de forma a torná-lo ainda mais conhecido por nossa gente, e internacionalmente através da sua história, arquitetura, gastronomia, belezas naturais e manifestações culturais.

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Jardim da Manga [Fonte da Manga ou Claustro da Manga] - Coimbra (Portugal).

20.03.18 | TZLX

O Jardim da Manga era parte integrante do segundo claustro do Convento de Santa Cruz de Coimbra. Designado também como Fonte da Manga ou Claustro da Manga, o complexo do jardim é formado por um conjunto de construções circulares, interligadas entre si e rodeadas por pequenos tanques. Ao centro do conjunto foi edificado um templete de planta circular, constituído por oito colunas coríntias, cujo entablamento, decorado por gárgulas e oito animais simbólicos (cães e papagaios, símbolos da fidelidade e da eloquência, respectivamente) suporta uma abóbada esférica rematada por um lanternim, comportando ao centro um tanque. Ladeando o corpo central os quatro oratórios cilíndricos, com frestas e rematados por lanternins, ligam-se ao corpo central por arcobotantes e passadiços, possuindo no interior retábulos de pedra, na época consagrados a santos eremitas - São João Baptista, São Jerónimo, São Paulo-o-Eremita e Santo Antão. Do templete central saem quatro escadarias ladeadas por pequenos tanques e jardins.
Não fazendo parte do projecto inicial do claustro executado por Diogo de Castilho, a Fonte da Manga foi projectada por João de Ruão, que executou também os baixos-relevos que adornam o interior das quatro capelas da fonte, sendo o trabalho de alvenaria executado por Pêro de Évora, Diogo Fernandes e Fernão Luís, e as cantarias pelo mestre Jerónimo Afonso. (DIAS, 2002, p. 107)
O Jardim da Manga apresenta-se como uma obra carregada de simbolismo, uma vez que a planta elaborada por João de Ruão para esta fons vitae, com certeza com influência do reformador Frei Brás de Barros, apresenta o templete circular como símbolo da Eternidade, ao qual dão acesso conjuntos de escadas de sete degraus, considerado o número perfeito, que simboliza a Caridade, a Graça e o Espírito Santo, enquanto que os oito tanques unidos em pares simbolizam os quatro rios do Paraíso referidos no Livro dos Génesis, e os jardins envolventes do conjunto (incluindo os jardins do claustro posteriormente destruído) simbolizam o Paraíso (MARKL, 1987, p.66). Considerada uma "evidente simbiose entre o Renascimento, como categoria estética, e o Humanismo, como categoria intelectual" (MARKL, 1987, p.67), a Fonte da Manga viu o seu modelo repetido posteriormente em obras como a fonte do Pátio dos Evangelistas do Mosteiro de São Lourenço do Escurial, edificada em 1593 (KUBLER,1988,p.11).
[Fonte: Catarina Oliveira - IPPAR/2003].

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